POR TUA VEZ
Estou parada mirando a tarde
Debilmente, sem luzes, sem cores.
Contigo quisera estar
Escondida, não importa
Depressa vai a vida,
Impossível não lutar pelas águas
Nascente do luar:
Vermelhas ou brancas doces ou amargas
Não te esqueças quero ver tua face
Amanhecendo e anoitecendo
Antes do abismo quero atravessar
Um rio de sossego,banhar um lábio fatigado
Um pouco débil, um pouco frouxo.
Oferecer a minha tarde a caminho da noite
O meu agasalho o meu leito.
Não estremeças com o perfume do meu calor
Nesse antigo desejo.
Olhos azuis como duas esterlas de puro cristal.
Meu intento é proibido?
Por que devo arrastá-lo
Se os caminhos são suspensos?
Aqueles pombos nos jardins do Império
Deixavam de ser assim... Algum vestígio?...
Música pura, divina
Com pólens atirados à distância
Espalhando a vida através do vento.
Quero teu braço num abraço
Por cima da chuva quero tua cantiga
Teu contentamento.
Numa noite com vento exíguo
Sentir tuas veias no meu sono
De areias inquietas.
Prolongar tua presença
Entrelaçada de emoções
Sentir teu sangue antes do teu olhar
E o encanto de coisas ignoradas.
Envolta em respostas
Que não exigem perguntas.
Tão longe! Tão perto!
THEREZAFREIREZ
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