SOB O MURMÙRIO DAS FOLHAS
Fui fechar o portão do jardim
Em nenhum lugar o encontrei
Onde está ele?
Nos asilos palacianos
Ou pátio dos manicômios...
Se chover o jardim não retetá
A água sem o portão.
Desce a cortina negra da noite
O silêncio sem lágrimas trinca o chão
Relógios vazios batem as horas
Onde está ele?
Na mesa, independentes familiares
Conversam desconhecidos assuntos.
Datas, infâcias,memorias floridas
Cinza dos mortos ao vento
Heróicos dias, verdes oceanos desfeitos.
Chuva na flores
Flores no jardim
O jardim em mim
Onde está ele?
Sobre o indispenável
Inclino o meu corpo:
Abre-se a flor
Alimenta-se o pássaro.
Na sóbria varanda
Adormecidas palavras disfarçam
Numa riqueza sem esforço
O cheiro das imagens
Das loucuras invioláveis.
Na densa ramagem
Do bosque jandim
Extasiados pássaros e borboletas
Aspiram o aroma da fruta no prelúdio
E sentem o sabor do mel no interlúdio
E ele, onde está?
autora _ THEREZA FREIREZ
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