OLHO DE PERTO CADA COISA
Deitaram em ti a maldição do mundo
Enquanto morriam os mistérios dos rios.
Fecharam as portas recorreram à Maria.
No meio do silêncio, uma voz tentava apaziguar,
Com mãos longas, pedia...
Beberam o vinho comeram o pão
Eram cadáveres de virgens que andavam por ali.
Sobre imenso lençol de névoa sem afeto,
Mãos de gelo voavam,
Num ar de pura pobreza as torres eram desertas
Pelas janelas passavam imensos cavalos
Querendo te crucificar.
No interior da sala de aventais brancos
Místicos senhores jurados
Cantavam sem rima uma canção sacra.
autora: THEREZA FREIREZ
Nenhum comentário:
Postar um comentário