O ALVO NÃO É AQUI
O chão seco e árido põe à vista o asqueroso vômito.
Desde minino, muito pequeno, o espírito de vertigem
Tinha hora e lugar certo.
Os adivinhos e os videntes estancaram os canais,
Mas não impediram que dos rios as águas jorrassem.
Como um simples ramo, pertencendo a uma ingênua raiz.
Ouviu um canto, meditou sobre um nome
No meio dos vaga-lumes, uma região de luz.
E a calçada de pedras enfileiradas,
Onde margaridinhas estão em flor,
Nos canteiros perfumados,
Põe de lado a vertigem e cai num sono salutar.
Soberanamente grande
Aquele que aqui viveu, sem aqui estar.
autora: THEREZAFREIREZ.
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