TRIUNFO DA ENERGIA
À minha frente, meus olhos se deparam
Com vultos que dançam uma dança desconhecida.
Com um colar de flores ao redor do pescoço,
Parecem guiados pelas estrelas, pelo vento ou pelos pássaros.
Seus passos são firmes, seus desígnos são próprios.
Há horas observo tal dança,
Procuro entender, meu pensamento tropeça.
Com seres imbecis, consumados idiotas.
Que giram à minha volta, se misturam com os vultos
E juntos, criam vincos de agonia na minh'alma.
Um som de ruído estranho transmite uma mensagem,
Dos traslados cadavéricos, mas que ainda não se considera
Inquilino do pó da morte.
Malícia prepotente dos que observam meus passos,
À espera de minha queda, vãmente esperam
Será tapada a boca de cada um.
E afastados de mim, cairão em profunda fossa.
Aqueles que no pretérito, sob minha indignação e revolta,
Cavaram um abismo, afirmando ser uma cisterna.
autora: Thereza Freirez.
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