MEU CANTO, MINHA VERDADE
Canto a vida, a morte
O amor sem rebuço
Estremeço as areias pisadas
Numa noite de vento encarnado.
Eu, escolhida. Minha canção confiada.
Que respiração embala meu canto?
Lembro-me de Fez e uma simples mesquita de lá.
Nas pedras quentes deito o meu corpo
Sinto as coisas transparentes
Numa delícia pertubadora
Que atiça minha voz a cantar.
A ausência de limite
Põe-me diante de um sóbrio castelo marroquino
E o silêncio desta cidade particular
É interrompido com minhas cores sensuais.
autora: Thereza Freirez.
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