SOB ÁGUAS TÃO CLARAS
Em jardim florido venha cantar comigo.
É tempo de vida, é tempo de festas
É hora de amor tardio
De me pôr nos teus braços
De acabar com o meu frio
Erga tuas pálpebras
Toque o céu de rara beleza
E venha amar a vida com largueza.
Com janelas abertas
Com flores molhadas
Com luzes acesas
Com inocência de criança.
Venhar caminhar comigo
Por entre árvores
Sob o surpreso olhar dos pássaros
De corpo nu abraçando o vento
Sem embaraço, sem cansaço.
Antiga pele, nova.
Agora descobrindo
A timidez dos atalhos
Os campos agressivos.
À luz do desejo sem guerras.
E num abandono animal
Sentir o molhar da medula
Neste arrepio maduro
Sem culpa ou constrangimento.
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