domingo, 7 de outubro de 2012

Thereza Freirez -Poesia-

AO CAMINHO RETO

Dia e noite, estou sentada às margens das águas correntes.
Sinto-me só. Que faço? Que herança me coube?
Como compreender tal desafio?...
Diante de meus olhos, a multidão se esvai.
Ninguém me persegue, todos me esquecerão.
Ninguém me dirige a palavra, todos se encolheram.
Contemplo o firmamento,
No fundo das águas não ouso erguer a cabeça.
Muito menos os olhos. Onde buscar refúgio?
Quem defenderá minha causa?
Fui quase igual a um anjo. Fui amparo, fui escudo.
Hoje me espreitas,
Na tua boca tens palavras arrogantes.
E procuras fechar-me a porta.
De semblante soberbo e olhar impuro.
Desampara-me, joga-me num vale escuro.
Tens na boca palavras mentirosas.
São como brasas incandescentes,
Como o sol do meio-dia.
Ergo-me de súbito minha cabeça,
Na luz, vejo a luz. Deus me ampara.
autora: THEREZA FREIREZ.

Nenhum comentário:

Postar um comentário