quinta-feira, 11 de outubro de 2012

THEREZA FREIREZ - Poesia -

DO LUXO DAS FLORES
AO PERFUME DAS MESMAS


Fui visitar o morto,
A noite no abismo se calava
Olhos caminhavam pela sala
Tão exaustos. As pupilas tão vastas...

Coroas de flores, há que séculos existem?
Essa cópia colorida, perfumada
Todos sentiam, apenas ao morto
Esse prazer era negado.

Em pleno silêncio
O que se cala consente.
O dono da festa era um homem calado.
Seu corpo estava ali, no entanto
Ele já era amor das almas.
autora: Thereza Freirez.
    

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