ALÉM COMEÇA O PRANTO
Sobre flores desconhecidas
Deito meu silencioso canto
Sem ramos ou raízes. Perdido,
Sinto que surge um estranho pranto
O tempo hábil fabricou suas flores
E teceu paralelo aos meus temores...
Só agora ergue o véu de tênue textura
E vejo no céu suspensa sepultura
De palavras desnecessárias ditas ao vento
Porque o amanhã ainda repousa
Encoberto pelo crepúsculo.
Como relâmpago, assim se faz o tempo...
Em campos distantes cantam as flores
Em árvores de outono cantam as cigarras
Com elas o lamento do vento em som de harpas.
-Em campos longínquos cantarei minha saudade-
autora: Thereza Freirez.
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