Quando o assunto é sobre morte, não há uma relação
de cunho prático. Cada pessoa tem sua configuração; portanto,
sua forma particular de pensar sobre o seu fim. Uns procurão
um grau maior de envolvimento com a questão (temos um espaço
de homens que viveram e hoje são santos, estes tiveram uma visão
diferenciada da nossa ao deixarem este mundo). Outros não querem
nem saber de tal abordagem. Só de pensar que um dia não estarão
mais aqui, sentem arrepios. Certa vez, disse-nos uma professora de
filosofia: "considero uma cegueira quase estética, esta falta de
conscientização de que a morte é inevitável" De nossa parte também
há congruência. A morte deveria ser algo que fosse discutida com mais
expressividade. Como ela é a única certeza absoluta que temos desde
que nascemos: ela deveria fazer parte do aprendizado escolar (a partir
dos onze anos de idade é nesta época mais ou menos que a criança
entra na adolescência e começa também ter noção real do que a morte
representa. Não há motivo para ter uma visão explícita e tardia sobre
ela. Crianças com menos idade mesmo que ela não interagisse com o
significado em sua totalidade, evitaria que ao perder pai ou mãe ou
ambos, ela não seria pega de assombro, isto é, evitaria que a criança
caísse em completo desamparo, criando uma lacuna com raízes
profundas por toda sua vida.
autora: THEREZA FREIREZ.
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