quinta-feira, 30 de agosto de 2012

A MORTE...Livre-Thereza Freirez

            Quando  o  assunto  é  sobre  morte, não  há uma relação
de cunho prático. Cada pessoa  tem  sua  configuração; portanto,
sua forma   particular  de  pensar sobre  o  seu  fim.  Uns  procurão
um grau maior de envolvimento com a questão (temos um espaço
de homens que viveram e hoje são santos, estes  tiveram uma visão
diferenciada da nossa ao deixarem este mundo). Outros não querem
nem saber de tal abordagem. Só de pensar  que um dia não estarão
mais aqui, sentem arrepios. Certa vez, disse-nos  uma professora de
filosofia: "considero  uma  cegueira  quase  estética,  esta  falta  de
conscientização de que a morte é inevitável" De nossa parte também
há congruência. A morte deveria ser algo que fosse discutida com mais
expressividade. Como ela é a única certeza absoluta que temos desde
que nascemos: ela deveria fazer parte do aprendizado escolar (a partir
dos onze anos de idade é nesta época mais ou menos que a criança
entra na adolescência e começa também ter noção real do que a morte
representa. Não há motivo para ter uma visão explícita e tardia sobre
ela. Crianças com menos idade mesmo que ela não interagisse com o
significado em sua totalidade, evitaria que ao perder  pai  ou  mãe  ou
ambos, ela  não  seria pega  de assombro, isto é, evitaria que a criança
caísse  em  completo   desamparo,  criando  uma   lacuna   com raízes
profundas por toda sua vida.
autora: THEREZA FREIREZ.

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