A simples lembrança da palavra morte causa tão
profundo silêncio até entre os doutores, homens que
convivem com ela diariamente. Em alguns a inteireza
desta razão fisiológica provoca um desconforto e uma
singularidade impar. O anseio que todos nós temos pela
vida nos faz guarnecer cada espaço que temos. A busca
pelo sucesso financeiro, pelo casamento feliz, pela volta
ao mundo num transatlântico de luxo, e tantas outras
coisas mais.
É este grito de conquista que não cala jamais,também
nos impulsiona para a celebração de cada aniversário. Esta
comemoração que alguns fazem em grandioso estilo colore
o ambiente dentro e fora.
Não seria nesta comemoração a celebração de nossa
decadência ou demência?
Cada vela que se apaga não é uma cortina que
semicerrada caracteriza que se aproxima o fim definitivo,
isto é, a morte.
Vale a pena dizer que a nosso grosso modo de ver as
coisas; data de aniversário não deveria se comemorar com
alegria, porém com grande tristeza. Pelo simples fato,
desde o momento do nascimento, caminhamos para a morte.
Deveria se vestir de preto (é a cor do luto) e passar o
dia em meditação, no que foi feito até aquela data.
Seja sincero, pense no que deixou de fazer e que poderia
ter sido feito.
autora: THEREZAFREIREZ.
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