sábado, 18 de junho de 2016

Poesia-Therezafreirez

Só volto quando morta
Para secar a seiva verde-roxo-do-vinho
E ajoelhar-me ante as estrelas ornadas.
Descuidada, coloco-me na fila, em ultimo lugar
Sou a última a deixar a casa vazia
Coroada com um rico diadema.
Minha voz gigante revestida de renda
Espreita as eróticas urupemas, ao sair.
À luz intensa dos meus versos
Ponho junto aos pés de uma garça singular
Grávidos de claridade, são superiores
Ao sal funesto e amargo da terra.
Ainda não volto. Só quando morta.
escritora: Therezafreirez.

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