TERRAÇO BRANCO
Sons graves enchem os tétricos tambores
Na solidão da noite crepuscular
Caem por terra, vestimentas de mil anos atrás.
Já era tempo. Vasos cheios de grãos.
Janelas no nível da rua
Mostram uma paisagem interior, menos visível
A conquista, a grandeza, a liberdade
A floração das plantas baixas.
-À margem da extinção, vive o homem, sempre-
Por suas veias, perto de suas mãos, rubro espanto
Entardece esparzido em chamas
Instrumento cheio de vento ou pranto
Vinculado á cor vermelhas das papoulas
Mel silvestre, mágica poesia das flores
Vem do lamento do céu esguio e cinzento
Uma vontade de dormir ao lado de milhões de corpos
E permanecer até o rumor de outros pés
Que não haviam crescido antes.
escritora: THEREZAFREIREZ.
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