segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Poesia - THEREZAFREIREZ

    TERRA MINHA

Chão amargo e vasto
Tu não me pertences
Sou pedra peregrina
Uma simples passagem
Dentro da noite turmalina.
Sou arranco fácíl do destino
Canto amargo sem abrasamento
Tu não és minha prece
Nem meu hino.
Sou cansada, longe de minha terra
Estéreis e pálidos, são os meus poemas
Que, entre túmulos de âmbar, se agonizam
Limites da alma aleatória, sem flama.
Chão de caminhos fúnebres, infindáveis
Tenho sede da luz,
Que perfuma a minha longínqua terra
Roçando espaço tranquilo e frágil dos lagos.
Sozinha, morro sobre a minha própria nudez
Imutável à minha vontade
Trágico abismo de infinito eterno
Ai de mim!
Se ouso pensar em minha terra.
autora: Thereza Freirez

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