VISÃO QUE SE ESVAI
Vestia-se de luto
Cumpria-se um dever
E permanecia tranquila
Diante da efêmera dor
Que a morte traz.
Dava de comer aos pássaros
Regava sua flor
E sentia seu pulso num frêmito
Ele nunca pulsara tão forte.
Rezava os ofícios convencionais da vida
Abria o livro na página precisa
Com risco forte separava, ao meio, a vida da morte
...E regava sua flor com mistério e amor.
autora: Thereza Freirez
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