POR QUE SÓ AGORA?
Deitei em ti, a maldição do mundo
Arredei as flores e os perfumes
As estrelas e o luar
Tornar-te-á uma ilha negra,
Nas trevas noturnas.
Um clausto frio
Abrirão tuas chagas latentes
Estarás fadada a um repouso eterno
Onde somente as virgens dormem
Rodeadas dos mais belos ciprestes
Sem guia, sob a luz de um anjo caído
Sombra imovél, narina entreaberta
Tens a cor das lesmas
E carregas no andar
O estigma das tartarugas.
autora: Thereza Freirez.
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