terça-feira, 20 de março de 2012

PERTO DO... THEREZA FREIREZ -Poesia-

TÂO PEQUENINA

Renasci no dia em que você chegou.
O mundo era vasto, de olhar ameaçador.
Ingenuamente, eu estava ali.
Fui arremessada por um impulso d'alma.
Num gesto generoso, andei quilômetros
Numa fria e densa chuva, de madrugada.
No meio, a escuridão interminável.
Alguns luzeiros, apareciam gloriosos.
Logo se transformava em paisagem longínqua.
Raiara o dia, curva sob curva.
Através do nevoeiro, pouca coisa se via.
Tudo me paracia eterno: a noite, o dia, o nevoeiro.
Meus pensamentos se faziam inúteis.
Voluntariamente, às lágrimas, me abandonei.
Precisava esvaziar minha alma.
E um alheamento me invadiu por inteiro.
Um cansaço disforme, fez-me cair no sono.
O horizonte estava sempre encoberto pela neblina.
Era inverno na vida. Era inverno em mim.
O caminho era tortuoso.
Vultos alheios giravam à minha volta.
Similares a fantasmas, cuspindo raias de sangue.
Com gestos tresloucados, sem dó, sem piedade.
Eu me via àquela hora, sendo marcada a ferro e fogo.

Você apareceu...
Tinha o jeito meigo, do verdadeiro mendigo.
Foi se achegando de mansinho
Como uma pérola perfeita, deslizou por minhas mãos.
Branca, até a alma, muito doce
Soergueu o meu espírito.
Sabia ser uma flecha certeira.
Deu vida aos meus olhos.
Me fez voltar à poesia.
- Ela tem consciência, de ser o ponto alto,
Que cintila a minha alegria-
Autora: Thereza Freirez

Nenhum comentário:

Postar um comentário